Melhor Blogue Open World 2017 (momondo) // Melhor Blogue de Fotografia de Viagens 2014, 2015 e 2016 (BTL Blogger Travel Awards)

O Taj

Os “mega-monumentos” nunca me entusiasmam muito. Abomino as multidões, a confusão à entrada, os preços inflacionados. Sim, a entrada no Taj Mahal é confusa, cara para o contexto do país e normalmente implica algum tempo debaixo de um calor intenso, mas uma vez dentro do recinto o impacto é realmente esmagador.

Agra era descrita nos guias como uma cidade caótica a evitar. Depois da experiência em Delhi, segui o conselho e concentrei-me em visitar apenas o Taj. O motorista demorou quatro horas da capital até à porta do mausoléu.

À entrada, os visitantes são divididos em três grupos: mulheres locais, mulheres estrangeiras e… homens. A amiga que me acompanhava entrou em poucos segundos enquanto eu embrenhei-me no meio do caos de centenas de ansiosos indianos. Como quase tudo na Índia, os preços são mais caros para estrangeiros, seja de forma oficial ou não oficial. Ali estava exposto às claras o preçário discriminatório para os forasteiros, muitíssimo mais caro.

Quando finalmente chegou a minha vez foi-me barrada a entrada com um “Sir, no laptop”. “Qual é o problema de entrar com um portátil?” Frustrado, voltei para o início da fila, perguntei onde poderia guardá-lo e tive de andar duas centenas de metros até um posto com um tipo que, apesar de fardado – e isso na Índia não quer dizer grande coisa -, não me inspirava confiança. Como poderia achar piada a um sistema Toma-lá-um-papelito-e-dá-cá-o-portátil-que-guardamos-aqui-no-meio-destes-milhares-de-sapatos? Que remédio…

Depois de evitar a fila cada vez maior através do segurança que me deixou passar, finalmente o templo de mármore construído em nome do amor. Visto de longe é imponente. Aliás, é-o de qualquer ângulo, hora do dia, faça chuva ou faça sol. Tive a sorte de os primeiros raios de sol indianos que senti serem precisamente no Taj. Foram cinco horas de muitas fotografias. O resumo é feito nesta galeria.