Melhor Blogue Open World 2017 (momondo) // Melhor Blogue de Fotografia de Viagens 2014, 2015 e 2016 (BTL Blogger Travel Awards)

O labirinto marroquino

É difícil encontrar uma cidade tão perto de nós, mas tão diferente. Voar para Marrakech demora tanto como ir a Madrid ou mesmo Barcelona. Queria um destino para fugir à rotina de Portugal, um sítio fora da Europa mas suficientemente perto para não fazer voos de várias horas. Marrakesh foi a escolha lógica, até porque já me tinha escapado uma vez (um dia voei até Madrid e, quando ia voar para Marrocos, apercebi-me de que me tinha esquecido do passaporte…)

O voo da TAP foi directo e num ápice passei das ruas quase desertas de Portugal para o reboliço de Marrakech. Mesquitas, riads (mansões), fondouqs (espaços partilhados de artesãos), zawiyas (alminhas dedicadas a santos, algo único no Islão), minaretes, kasbahs (castelos), palácios, souks (ruelas cobertas dedicadas ao comércio). O labirinto de Marrakech é isto e muito mais.

Fui directo fotografar o ex-libris da cidade: a praça Jamaa El Fna. Não há como fugir dela. É nela que todo o tipo de atracções e pessoas se juntam, boas e más. A euforia inicial depressa pode pedir por alguma paz. O melhor é subir-se a um dos cafés com terraço. Exigem consumo mínimo (no meu caso 2€ por uma água), mas vale a pena ver o dia transformar-se noite na praça “mais louca de África”, como garante o Lonely Planet.

A medina de Marrakech é outro íman para turistas, vendedores e locais. Nos becos, mais calmos, revela-se uma cidade fotogénica, num pitoresco emaranhado de casas de argila ocre, pequenos jardins e riads escondidas. Ao final da tarde a cidade ganha ainda mais vida. O burburinho incessante faz-me desviar novamente para as as ruelas livres de souqs, onde encontrei o meu refúgio para fotografar com maior tranquilidade. Ficam as imagens do labirinto marroquino.

FUJI0862-Edit FUJI0884a FUJI0898-Edit FUJI0907-Edit FUJI0917-Edit FUJI0921a FUJI0988-Edit FUJI1087-Edit FUJI1091-Edit FUJI1125-Edit FUJI1138-Edit FUJI1141-Edit FUJI1146-Edit-Edit FUJI1152-Edit FUJI1179-Edit FUJI1190-Edit FUJI1199-Edit FUJI1208-Edit FUJI1233-Edit FUJI1297-Edit FUJI1340-Edit FUJI1468-Edit FUJI1500-Edit FUJI1507-Edit



Comentários (5)

  1. Anónimo

    Muito boa as imagens. Estive há um mês no Marrocos e por lá entrei em contato com esse labirinto. Gosto dessa palavra “labirinto” para caracterizar esse território. Parabéns! Muita sensibilidade nessas imagens. Técnica também 🙂 [no meu caso, como amador, percebi uma tensão muito grande entre população local e fotógrafos turistas, daí surgiu a ideia de fazer uma exposição aqui em Minas Gerais, Brasil, sobre esse “confronto” a partir das imagens que consegui captar e que de alguma maneira revela o que estou chamando de “confronto”, ou “guerra da/pela imagem”].

    Responder
    • Gabriel

      Obrigado pela visita Léo. Senti precisamente o mesmo em relação ao tal “confronto” entre fotógrafo e população local, muito provavelmente por razões religiosas/crenças. É preciso respeitá-las e por isso só fotografei retratos directos com explícita permissão. Infelizmente foram muitos poucos… Nesse aspecto Marrocos é um país complicado para se obter boas fotografias desse tipo

      Responder