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O Dubai é um sítio estranho

O Dubai é um sítio estranho. A minha experiência resumiu-se a pouco mais de um dia, uma escala a caminho do Extremo Oriente, prolongada propositadamente para dar uma vista de olhos neste novo mundo louco. Aqui tudo é faraónico, tudo é “o maior o mundo”. O primeiro impacto é logo no descomunal aeroporto, onde os relógios de parede são Rolex e tudo tem de ser exageradamente grande.

Quando se sai do aeroporto o impacto é outro: uma brutal “parede” de calor do deserto afecta-nos como um soco no estômago. Para os menos habituados a experiência nos primeiros minutos pode ser bem desagradável. As ruas, qual Califórnia do Médio Oriente, foram desenhadas para os carros. Aqui é possível viver-se praticamente num casulo de ar-condicionado. Sai-se de casa com A/C, entra-se no carro com A/C, estaciona-se em estacionamento subterrâneo com A/C, entra-se no shopping com A/C e por aí fora.

Andar na rua é praticamente um exercício de autoflagelação, além de ser pouco prático, já que são poucos os passeios, passadeiras, etc. Como quase tudo, o metro é supersónico, moderno, arrojado. Usei-o para ver rapidamente alguns dos marcos do Dubai, como o maior centro comercial do mundo (com a sua célebre pista de esqui), o hotel de seis estrelas Burj Al Arab e a floresta de arranha-céus do distrito financeiro. E pensar que tudo isto há 50 anos não passava de uma simples vila piscatória.

O mais alto dos edifícios (829 metros) é o Burj Khalifa, ocupado por apartamentos, hotéis, restaurantes e escritórios. O enquadramento da fotografia apenas permitiu apanhar o topo. No entanto, dá para se ter a ideia da monstruosa altura deste verdadeiro minarete é capacidade humana de se exceder, criando algo meio louco. E que loucos são estes árabes.