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Crónicas Japonesas: uma caminhada entre toriis

Fushimi Inari era a atração japonesa que tinha mais expectativa de visitar, até porque é considerada por muitos o sítio mais bonito do país. Vários filmes (o mais conhecido é o “Memórias de uma Geisha”.) nos últimos anos ajudaram à ascensão da fama deste conjunto de pequenos pórticos (chamados toriis) e templos.

Às portas do centro de Kyoto, esta montanha é o principal local sagrado do Japão dedicado ao kami (deus) Inari, o deus do arroz, e é composto por milhares de toriis pintados de cor de laranja. A grande maioria é feita de madeira e estima-se que existam cerca de 10 mil ao longo dos caminhos que serpenteiam o monte. Os toriis são doados por pessoas e empresas que, com o seu investimento, esperam ver realizar-se um desejo ou agradecem um que já tenha sido realizado, uma tradição que remonta ao século XVII.

Visitámos o monte Inari ao final da tarde, altura em que uma luz quente e oblíqua penetrava entre os toriis e emprestava uns maravilhosos tons saturados aos já vibrantes pórticos cor de laranja. O local está aberto 24 horas por dia e é gratuito. Visitá-lo ao cair da noite, não só é seguro, como uma experiência única. Quando o sol enfraquece, deixa de conseguir penetrar na densa floresta e os caminhos ficam com uma aura ainda mais dramática. Era-me difícil parar de fotografar, o que até dava jeito, já que a subida é cansativa e servia-me de desculpa para ir descansando – ainda para mais é considerado rude sentar nos degraus! Para fazer todo o percurso principal são precisas 2 a 3 horas de caminhada, quase sempre a subir. A maioria dos turistas só faz metade do percurso e não chega a percorrer a parte final circular, o que é perfeito para conseguir aquelas fotografias que queria fazer sem o reboliço da multidão e que publico neste post.



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