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“City break” em Arequipa

Arequipa é a segunda maior e segunda mais turística cidade peruana. No limite do altiplano, a 2380 metros de altura, a “ciudad blanca”, como é conhecida devido às tonalidades dos edifícios dos tempos coloniais, serviu como paragem para reganhar forças.

Depois de quatro dias a trepar pelos Andes, e antes de rumar ao Colca Canyon para mais dois dias intensos de caminhada, Arequipa soube a civilização, a conforto, a casa. Soube bem. Os três imponentes vulcões que rodeiam a cidade – o El Misti, o Chachani e o PichuPichu -, todos com mais de 5000 metros de altura, convidam a dias de caminhadas, mas o tempo era de “city break”. Aqueles dois dias foram os mais parecidos que tive com turismo “normal”.

Visitei igrejas e conventos (a beleza do de Santa Catalina é inenarrável, uma verdadeira cidade dentro de uma cidade), explorei a Plaza de Armas e até me estreei numa “tour” num daqueles autocarros “hop-on, hop-off”. Comprei um livro do Mário Vargas Llosa, natural daqui, que me durou para o resto da viagem. E também dormi, dormi, dormi.

Dormir novamente numa cama decente soube que nem gingas. Só houve uma coisa que soube ainda melhor: a comida, obviamente, não fosse Arequipa a capital gastronómica do país. Isso nota-se na quantidade de restaurantes que há no centro e, sobretudo, na quantidade de coisas boas servidas à mesa das “picanterias”: o famoso cuy frito (porquinho da índia), rocoto relleno, causas, lomo salteado, para além do pisco sour e da chicha, as bebidas nacionais, e claro, “arequipeñas” aos magotes.

2014 é o ano internacional da gastronomia peruana e não há melhor sítio para o testemunhar que aqui, em Arequipa, num “city break” de barriga cheia…