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Um turista em Sintra


Quem acompanha o Uma Foto Uma História sabe que o autor não é muito dado a “tours”, sejam eles de que tipo forem. Quando recebi uma proposta da Yellow Bus (carristur) para experimentar uma “tour” em Sintra hesitei, lembrando-me das experiências que tive em actividades do género, sem controlo sobre horários e movimentos, preso a um grupo de pessoas que não escolhi e a seguir um itinerário que não planeei. Apesar disso, disse que sim. Queria visitar Sintra há algum tempo e esta foi a oportunidade ideal.

O roteiro começou na Praça do Comércio, ponto de encontro para apanhar a minivan até Queluz, para visitar o palácio homónimo. Depressa me esqueci do “lado negro” das tours e lembrei-me das mais-valias, como estar despreocupado sem ter de pensar em todo o planeamento do itinerário, como a vantagem de ter uma guia (muito simpática e competente diga-se; chamava-se Helena e foi exemplar) que explica todo a história dos locais e que nos faz ter uma percepção diferente do que estamos a visitar, como o bom ambiente que se pode gerar entre um grupo de desconhecidos (conheci um brasileiro muito bacana mesmo!) e ainda a satisfação que é passar as filas à entrada dos sítios porque já temos bilhete comprado previamente. Foi assim durante a manhã no Palácio de Queluz, um monumento que me encheu as medidas e que recomendo vivamente.

Já o palácio da tarde, o da Pena, é outra história. O facto de o termos explorado numa tarde de domingo com sol não ajudou: demasiados turistas, e até me disseram que não era dos piores dias. Apesar da imponência do Palácio, as salas e os corredores são minúsculos e a experiência torna-se um pouco claustrofóbica. Com tour ou sem tour, não há como fugir a uma atração turística divulgada em todos os guias de Lisboa. Apesar disso, a paisagem envolvente e a floresta que rodeia o palácio fizerem valer a pena a visita.

Conhecer estes palácios aqui tão perto soube-me bem. Sabe bem ser turista na nossa própria cidade, nem que seja por um dia.


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