Vencedor do 1º Prémio dos Open World Awards 2017 da momondo // Vencedor do prémio Blogue de Fotografia de Viagens 2014, 2015 e 2016 da BTL Blogger Travel Awards

Porto


O Porto. Tanto para dizer. Há meses que ando para falar do Porto. Entre tantas viagens a países tão diferentes é natural, mas não desculpável, que os sítios aqui logo ao lado fiquem para segundo plano. O Porto sempre foi especial. Quem me conhece sabe que não há cidade que fale com tanta paixão (ok, talvez a que me viu nascer, Tomar, seja uma excepção) como esta. É verdade que decidi mudar-me para Lisboa há três anos, mas também é verdade que a nossa relação, minha e da capital, ainda não chegou ao patamar da relação anterior. É normal, a do Porto foi mais intensa e duradoura (quase sete anos). A relação com Lisboa vai melhorando, menos dada a paixões assolapadas. Felizmente, de vez em quando, ainda “salto a cerca” e volto, mesmo que por umas horas apenas, à paixão antiga que é o Porto.

Assim foi na semana passada, numa rápida visita à Invicta, cada vez mais em voga em termos turísticos. Quando cheguei ao Porto, em 2006, o processo de ascenção do turismo estava ainda no início. Alavancado pelo Porto Capital Europeia da Cultura 2001, a cidade começava a ganhar um figurino novo, capaz de atrair cada vez mais turistas. Mas foi com a remodelação do aeroporto, e consequente chegada dos voos low-cost que o “great leap forward” começou. Não há chinesa, como o original, mas sim com uma classe que só quem visita a cidade pode testemunhar. Basta percorrer as ruas da Baixa e da Ribeira para perceber que a grande mudança fez-se com cabeça, sem desvirtuar o que já existia, sem esquecer o passado, sem prescindir da matriz de “aldeia grande” que o Porto sempre teve e, assim espero, sempre terá. Os edifícios estão a ser recuperados e bem recuperados. Não a um ritmo acelerado é certo, ainda bem, já que é rara a cidade que cresça rápido e cresça bem.

Pus-me na pele de um turista na própria cidade e andei pelas ruas do Porto sem percurso definido. Ainda na ressaca do São João, o ambiente não podia ser mais festivo. Colorido como nunca, o Porto mudou desde a última vez que aqui passei. Muitas são as ruas agora completamente remodeladas, mais agradáveis para conhecer a pé. Lojas, restaurantes, bares, negócios de todos os feitios. Tanta coisa nova desde a última vez que aqui estive. E a maioria dos novos negócios nasceu em edifícios antigos, impecavelmente remodelados, com interiores cheios de apontamentos de classe, numa perfeita harmonia entre clássico e contemporâneo.

Foi num desses espaços que tive a oportunidade de almoçar: o restaurante Palco. Integrado no Hotel Teatro, o Palco transporta-nos para o mundo de um antigo teatro (foi em tempos o Teatro Baquet). Quem passa na Rua Sá da Bandeira nem repara que há um mundo cá dentro. Com um exterior discreto e uma sinalética sóbria, são as imponentes portas em ferro que prendem o olhar. Iluminado, um poema do portuense Almeida Garrett dá as boas-vindas ao visitante: “Seus olhos, se eu sei pintar/ o que os meus olhos cegou/Não tinham luz de brilhar/Era chama de queimar;/ e o fogo que a ateou/Vivaz, eterno, divino….”. 

Seguindo um modelo “vintage cool”, este é um espaço que conheço bem de outras “andanças” e outras visitas. O menu tem preços para carteiras mais confortáveis, por isso fiquei-me pelo brunch, servido aos domingos no seu magnífico pátio. Com um preço fixo de 30€ com bebidas incluídas, não é uma refeição para se ter todas as semanas, mas sim um “treat” para momentos especiais. O banquete serviu-se com exuberância: saladas, pratos frios, pratos quentes, marisco, sobremesas, vinhos de qualidade, à descrição.

Ideal mesmo é ficarem depois a dormir no próprio Hotel Teatro. Se tiverem a oportunidade de ficar (eu já fiquei duas vezes) não a desperdicem! Mais central que isto é impossível e a experiência vale a pena, nem que seja apenas pelo delicioso banho de imersão numa banheira vintage (o sonho de qualquer mulher diga-se) a que vão ter direito. A somar a isso, está pertíssimo da zona dos bares. São cinco minutos a pé. A noite do Porto dava um post novo inteirinho. Fica para a próxima. Para já ficam as fotos da “rapidinha” do fim-de-semana passado nesta maravilhosa cidade. Até breve Porto!

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