Vencedor do 1º Prémio dos Open World Awards 2017 da momondo // Vencedor do prémio Blogue de Fotografia de Viagens 2014, 2015 e 2016 da BTL Blogger Travel Awards

Os meus 10 pratos favoritos para 2015


Tenho a sorte, desde há três anos para cá, de ser jornalista do Boa Cama Boa Mesa e conhecer alguns dos melhores sítios para se comer, sobretudo na zona de Lisboa. Visito como jornalista e fotógrafo, dezenas de locais ao longo do ano, fazendo uma avaliação simples, sem pretensiosismos profissionais, mas honesta (acho eu). Vou a todo o tipo de restaurantes, mas os que mais gosto são os que me fazem transportar para outros países, outras dimensões. A globalização trouxe esta maravilha de podermos provar todo o tipo de coisas em qualquer sítio. Veio, para o bem e para o mal, universalizar certo tipo de pratos. É verdade que cada vez mais se come o mesmo em todo o lado, mas, às vezes, descobrimos verdadeiras pérolas num mar de conchas vulgares. Para o Guia deste ano (sai no primeiro fim-de-semana de Abril, com o jornal Expresso) visitei vários restaurantes, uns que já conhecia, outros novos, uns que foram uma surpresa, outros uma desilusão. Decidi assim fazer um post diferente do habitual: uma lista dos dez pratos (ou entradas, ou sobremesas) que mais me marcaram nesta edição do guia. E os prémios vão para….

Nota: não fui pago por ninguém para este artigo. As minhas opiniões são puramente pessoais e nenhum dos locais que refiro terá destaque onde quer que seja.

10 – Sopa de tomate, ovo e torricado de pão

São seis euros muito bem gastos. Esta sopa é uma entrada fenomenal, disponível no Conceito Food Store, em Bicesse. Ali, tudo o que é servido é sustentável e preparado muuuuito devagar. Esta entrada foi o que mais gostei do almoço.

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9 – Entrecôte Black Angus com molho pimenta, espargos brancos, cogumelos selvagens e batata ratte confit

Custa uns complicados 36 euros e prova-se no Varanda do Ritz. Soma-se ao valor o resto da refeição e não se espere pagar menos de 100 euros. Dito isto, e fora preços, é de facto uma coisa fora do normal a suculência deste bife.

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8 – Coisas Doces

Ficou na retina por causa da apresentação. Um autêntico quadro. A fotografia de telemóvel desmerece o espectáculo de cores que o Coisas Doces era. Custa 6.60 euros no Clube de Jornalistas. Obviamente não comi apenas com os olhos… Era o que faltava.

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7 – Polvo grelhado, batata-doce e legumes ao vapor

Sou suspeito. Adoro polvo, adoro batata-doce e adoro legumes. Mas este, do 1300 Taberna, era divinal. Custa 14 euros. A taberna em si é o que se espera de uma taberna no LX factory: cool, trendy, top, e todos os demais estrangeirismos que se conseguem lembrar. Estacionar lá é que não é nada cool.

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6 – Carpaccio de novilho ao bitoque

Era óptimo, mas o que mais gostei foi da apresentação, perfeita, a simular um clássico bitoque. Esta entrada vale 12 euros na Enoteca de Belém.

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5 – Massada, hortelã da ribeira e limão

Só de pensar nela… ganho água na boca. Mais simples não há: uma massada de peixe com hortelã. Estava no ponto! Comi-a na Casa Mateus, em Sesimbra, por 10 euros.

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4 – Medalhões de porco preto com cebolinhas

A Dona Isabel, do Sabores de Monsaraz, preparou-me esta coisa sem explicação de tão boa que era. A carne era mais tenra do que é possível conceber. Até porque eram bochechas. E toda a gente sabe que as bochechas são fofas. Pelo menos as dos meus sobrinhos são. As da família Soares já duvido. Comida alentejana no seu melhor, por 14 euros.

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3 – Bife de atum fresco com molho de manga

Não sei como, bifes de atum foi o que mais comi nesta “temporada”. Ou estão na moda ou sou eu que gosto mesmo daquilo e vou pedindo sem dar conta. Este é ESTONTEANTE. É o da Casa da Dízima e vale 17 mocas. E aquele molho de manga…

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2 – Ceviche puro

Talvez ainda esteja com a cabeça no Peru… Adoro ceviches. Até já experimentei fazer uma em casa, apesar da minha aselhice para a cozinha. Há várias na Cevicheria, mas esta é a original, neste caso à base de corvina, com puré de batata-doce, algas e leite de tigre. Imperdível por 11.80 euros.

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1 – Tarte de alfarroba e figos

Se isto fosse uma lista a que alguém ligasse alguma coisa, esta escolha ia ser polémica. Como não é, cá vai: o primeiro lugar vai para a tarte de alfarroba e figos (4 euros) do restaurante O Caçador, na Cruz-Quebrada. A foto é má, mas o sabor… garanto que é o oposto. Toca a ir provar! Queroqueroquero.

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