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A minha experiência com a Fujifilm X-Pro2


Desde que comprei a minha primeira Fuji – uma X100s – não voltei mais atrás. Durante anos fotografei com material Canon e, tal como tantos outros fotógrafos em todo o mundo, decidi simplificar, consumando a minha mudança total para a Fujifilm em 2013. Falo sobre essa mudança neste post.

Atualmente uso uma Fujifilm X-Pro1, uma câmara já a caminhar para o desactualizada, pelo menos nos padrões imparáveis de hoje. A Islândia foi a minha última grande viagem com a X-Pro1 e portou-se impecavelmente.

Há alguma semanas estive na Índia e tive a oportunidade de testar a novíssima Fujifilm X-Pro2. A Fujifilm Portugal disponibilizou-me uma versão sample para poder testá-la no terreno, em diversos tipos de ambiente. Não querendo entrar em grandes detalhes técnicos, a câmara comportou-se como esperava: sem falhas.

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O aspecto geral da X-Pro2 não mudou praticamente nada em relação à sua irmã mais velha e isso é uma grande vantagem. É que, ao contrário da X-T1, a linha X-Pro preserva o look mais rangefinder, sem se parecer de todo com uma DLSR, o que permite ao fotógrafo passar mais despercebido nas ruas. Mas vamos aos pontos positivos e negativos:

Pontos positivos

– Um novo sensor: agora de 24megapixéis, em vez de 16, o que permite uma maior liberdade de crop sem se comprometer a qualidade da imagem. Há muito que os fãs da linha Fujifilm X esperavam por este salto, ainda que muitos aguardassem por um sensor full-frame. Felizmente o desempenho interno da câmara compensa a maior dimensão do tamanho dos ficheiros – com um cartão SD normal não se nota mais lentidão na gravação das imagens

– O corpo à prova de água: esta característica herdada da X-T1 é muito bem-vinda

– O joystick de foco: uma novidade na linha X e também muito bem-vinda. Agora para se escolher o ponto de foco não é preciso usar uma combinação de botões como no modelo anterior, existindo um joystick dedicado para o efeito e uma bênção para quem quer focar de forma rápida e precisa

– Maior número de botões customizáveis (em vez dos limitativos dois botões do modelo anterior)

– O indicador de bateria: as baterias são iguais às da X-Pro1 e XT-1, o que já por si é positivo, pois não é preciso comprar um novo modelo de bateria. Mas a melhor notícia é que o indicador de bateria finalmente funciona decentemente. Já não se passa de uma bateria completamente cheia para vazia em apenas dois minutos. O indicador agora divide-se em 4 estados, que vão mudando à medida que a bateria se vai gastando e funcionam de forma perfeita

– Compartimentos separados de bateria e cartão: tão simples e tão útil, sobretudo para quem usa tripé e na X-Pro1 tinha de retirar a câmara do tripé para trocar de cartão…

– Acros film simulation: um novo filtro a preto e branco, com mais contraste nos céus.Auto-foco melhorado: é notória a melhoria do auto-foco em relação à X-Pro1. Este é a funcionalidade em que a gama mirroless ainda não chegou aos calcanhares das DSLR, mas a X-Pro2 é mais um passo nesse caminho.

A X-Pro2 sobreviveu perfeitamente ao festival das cores Holi. O corpo reforçado e à prova de tudo foi essencial

A X-Pro2 sobreviveu perfeitamente ao festival das cores Holi. O corpo reforçado e à prova de tudo foi essencial

Pontos a melhorar

– O viewfinder electrónico é uma clara melhoria em relação ao modelo anterior, mas igual ao da X-T1, o que desilude um pouco quem espera sempre por melhorias em todas as funcionalidades de modelo para modelo

– O ISO na roda do controlo do obturador não me convenceu a 100%, mas talvez seja uma questão de hábito que herdei de outros modelos

– Pena não existir um LCD retráctil como noutros modelos, mesmo num corpo rangefinder que teu uma legião de fãs. Acho que incorporar esta funcionalidade não comprometeria o peso e tamanho da câmara

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Em suma, a X-Pro2 é a sucessora natural da X-Pro1, com muitas novidades que farão os adeptos da linhagem X-Pro correr para as lojas. A aposta da Fujifilm em manter o aspecto do corpo da câmara exatamente como no modelo anterior parece-me ganha. No final o mais importante são as fotografias que a X-Pro2 produz e aí… bom, não há dúvida que são magníficos, com a qualidade, nitidez, contraste e cores do costume: espectaculares!

Ficam algumas imagens tiradas com a Fujifilm X-Pro2:

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Comentários (8)

  1. Tiago

    Olá Gabriel! Excelentes fotos! São sooc?
    Podes falar um pouco mais sobre as simulações de filme (e parâmetros de configuração) que mais utilizas e as lente que usaste para estas fotos?
    Obrigado!

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    • Gabriel

      Olá Tiago. Obrigado pelo comentário.
      Não são sooc, têm sempre alguma edição.
      A simulação de filme que mais uso é a Astia (soft) e o Velvia (saturado). Objectivas usei Fuji 35mm, Fuji 18-55 e Samyang 12mm.

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      • Tiago

        Gabriel, sou amador, mas estou tendo um amor platonico com a XT-1. Gosto muito de fotografia de viagem e streetstyle. Vou compra-la e estou pensando no conjunto que tens. Estou pensando em ter somente 2 lentes, a do kit 18-55 e estou pensando na Fuji 14mm f2.8. O que voce acha?

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        • Gabriel

          Olá Tiago!
          Obrigado por passar aqui.
          Também ando de olho numa XT1. Acho que é a melhor escolha no mercado em termos de relação preço-qualidade sem dúvida. O seu kit seria muito bom, mas já tive a 14mm 2.8 e prefiro a 10-24. Apesar de ser menos luminosa é muito mais prática e aqueles 4 mm a mais de grande angular fazem bastante diferença.
          Um abraço!

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    • Maurício Domingues

      Márcio,
      Estou exatamente na mesma situação. Sempre usei Nikon. Em analógico usava a F4s, e com o digital, fiz uma incursão nas Viewfinder, com a Leica M6. Fiquei fã do formato, do design e da discrição das máquinas. Em 2010 aderi finalmente ao digital, com a Nikon D700. Todavia, o peso e dimensão do equipamento fizeram-me equacionar voltar para as viewfinder. Andar todo o dia com a mochila e o equipamento Nikon às costas é muito cansativo. Há meses, a ver as excelentes fotos do Alfredo Cunha, descobri a Fuji e a X-PRO1. Comprei e fiquei fã desde o 1º dia. Vou agora vender todo o meu material Nikon e comprar uma mochila bem mais pequena. 🙂

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  2. Anónimo

    Olá. Tenho a X pro 2 como evolução da X pro 1 e tenho feito quase 90% do meu trabalho com a Xpro 2… concordo com algumas coisa que escreve outras nem tanto..por exemplo , relativamente ao ISO , podemos estar a olhar para o visor e alterar o ISO que o valor do mesmo surge nos écrans, seja o electrónico seja no tubular.

    O visor retrátil talvez por não estar habituado não me faz falta, tenho a máquina desde Março e com 8000 fotos … isto porque a camera foi feita para ser compacta e no que me diz respeito, o visor retrátil é uma peça que pode ser facilmente partida já que foi uma máquina pensada em reportagem …sinceramente nunca pensei a X-Pro 2 nesse sentido…

    Gosto imenso da focagem
    Já o ficheiro deixou-me um pouco apreensivo , já que quando revelados os RAws não recomendo que se dê sharp uma vez que o detalhe está nos limites…com um pouco de sharp o ficheiro fica com muitos artefactos .

    Devemos considerar o tamanho do sensor da X-pro2 que para ter 24 mpx na realidade tem de ser equivalente ao da D810 com cerca de 36 mpx mas se fosse full frame…é muito arrojado por parte da Fuji… muito pixel junto deu mau resultado 🙁

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