Vencedor do 1º Prémio dos Open World Awards 2017 da momondo // Vencedor do prémio Blogue de Fotografia de Viagens 2014, 2015 e 2016 da BTL Blogger Travel Awards

A minha experiência com a Fujifilm X-T1


Um pouco de contexto

Acho que passei por todas as fases normais de um fotógrafo amador dos tempos modernos. Posso dizer que acordei para esta paixão em 2006, ao mesmo tempo que comecei a viajar. As duas coisas sempre estiveram ligadas e ainda hoje assim é. Tinha uma camera compacta, mais básica do que pode haver, um brinquedo da BenQ que cabia no bolso. Com ela ganhei as primeiras noções de composição, luz e (algum) sentido estético.

Depois, como tantos outros, percebi que só com uma reflex (DLSR) poderia tirar fotos de melhor qualidade. Juntei dinheiro e comprei a primeira reflex – uma Canon 450D. Depois… veio o GAS (gear acquisition syndrome) – que, aliás, ainda hoje vai fazendo mossa. Aprendi quase tudo como autodidacta, sobretudo em sites especializados e, como acontece aos fotógrafos mais incautos, também eu entrei na espiral do GAS, ou seja, é preciso comprar mais e mais material, melhor e melhor.

A 450D não durou nem dois anos nas minhas mãos. Vendi-a porque achei que era imprescindível ter uma full-frame, ainda para mais porque no meu trabalho usava uma, a Canon 5D Mark II. Queria uma a todo o custo. Mas o preço era proibitivo. Optei então pela única solução full-frame que não custava mais do que um carro: uma 5D, das antigas, em segunda mão.

Depois… as objectivas. Primeiro uma 50mm. A versão 1.2 não podia ser, era estupidamente cara. A 1.4 cara também. A 1.8? Lá terá de ser essa. Humm… é boa, mas a que queria mesmo era a 1.4. Compra a 1.4! Assim foi. Depois veio uma macro, depois vender a macro, depois uma grande-angular, depois um flash, uma mochila, afinal uma mala tiracolo é melhor, não afinal uma mochila é realmente melhor, depois baterias, filtros, por aí fora. Passei a viajar com uma mochila pesadona carregada às costas, a trocar constantemente de lentes, a fazer limpezas de sensor e a perder horas a editar imagens em formato RAW.

Simplifica!

Chegado a este ponto tinha duas soluções: ou evoluía ainda mais, comprava ainda mais, gastava ainda mais, carregava ainda mais; ou simplificava o meu processo. Apercebi-me que começava a aparecer no mercado uma nova categoria de cameras: as chamadas mirrorless. Muito mais pequenas e mais leves, sem espelho no interior do corpo.

Queria voltar a sentir o prazer e a simplicidade de fotografar, como nos velhos tempos da compacta, sem me preocupar excessivamente com distâncias focais, trocar de lentes e, sobretudo, com o peso que tinha ao ombro. A verdade é que deixava a camera quase sempre em casa, raramente a usava, sobretudo por causa do tamanho e do peso. Até que apareceu o sistema X, da Fujifilm.

A internet fervilhava de excitação com estes modelos novos. Primeiro veio a X100, depois a Xpro-1, depois a XE-1. Eu ia estando atento. O sistema fascinava-me, tanto pela reduzida dimensão, como pelo look retro, como pelo feedback que ia lendo de quem comprava, que era aliciante. Mas ainda não estava preparado para a troca. O que mais me preocupava era o sistema de autofoco, que diziam ainda estar a milhas de uma reflex.

A X100s

Depois saiu a X100s. Amor à primeira vista! O foco ainda não era perfeito, mas não aguentei mais. Vendi tudo o que tinha e comprei uma X100s em segunda mão. A mudança foi abismal. Escrevi sobre isso na altura. Foi como redescobrir a fotografia. Passei a poder (e a querer!) levar uma camera para todo o lado. Cabia-me dentro de um bolso de um casaco inclusive. Levei-a para uma viagem de um mês ao Peru e Amazónia, fotografei comida, fotografei a minha família e amigos.

A X100s era a minha companheira ideal. Mas a verdade é que o autofoco ainda não estava no ponto, sobretudo em situações de pouca luz. Ainda mais relevante: sentia a falta de várias distâncias focais – a X100s não permite mudar de objectivas, estando presa aos 23mm, equivalentes a 35mm com o factor de conversão. Considero-a uma camera perfeita para ter como backup e para usar em tudo o que não sejam trabalhos mais profissionais – apesar de ter usado muitas das fotos dela para publicar em papel e digital. Com muita pena, vendi-a. Vendi-a simplesmente porque não me podia dar ao luxo de ter duas cameras. Precisava sempre do dinheiro da venda de uma para comprar outra.

A X-T1

Eis que sai a X-T1. Como acontece com quase todos os produtos, também a Fujifilm teve de lançar vários modelos para evoluir. A sua preocupação com as reclamações e sugestões dos seus clientes é conhecida em todo o mundo, como o provam as constantes actualizações de firmware. De repente, um modelo ultrapassado, lançado há uns anos, ganha uma nova vida com um firmware actualizado à boleia de outros modelos. E essa é uma das características que mais gosto da Fujifilm: a atenção dada ao cliente. E o cliente queria a X-T1. Queria uma camera pequena sim, mas com a qualidade de uma DSLR, a possibilidade de trocar de objectivas e um look apelativo.

Comprei uma há umas semanas e quis testá-la durante algumas semanas antes de escrever sobre ela. Não vou fazer uma review técnica, longe disso, vou somente escrever como tem sido a minha experiência em formato de vantagens e desvantagens. Poderei, quem sabe, abrir-vos o apetite para este novo mundo, um mundo onde não são é o tamanho que importa, mas sim tentar voltar à pureza da fotografia.

Vantagens do sistema X (neste caso a X-T1), em relação às DLSR’S:

1 – O tamanho e o look

Começar pelo aspecto de uma camera parece pouco profissional, mas sejamos realistas, o look conta muito. Não queremos usar todos os dias uma camera que não achemos atraente, e nesse aspecto a Fufifilm fez um grande trabalho com a X-T1, como tem feito aliás com toda a sua linha, ao ir buscar elementos retro. Há uma versão toda preta, mas eu preferi a graphite silver, porque considero a preta demasiado parecida com uma DSLR, além que me habituei ao cinza da X100s. Apesar de ambas serem discretas (muito importante para fotografia de viagem e de rua), a X-T1 é um pouco menos que a X100S. É um pouco maior e tem um ar mais profissional, o que pode intimidar algumas pessoas que queiramos fotografar, como acontece com as DSLR. A X100s era tão pequena que a colocava num bolso de um casaco. O ar de camera antiga também era uma vantagem, sobretudo em países mais perigosos, já que há menos risco de alguém a querer roubar. Foi por isso perfeita na viagem que fiz ao Peru. Ninguém me ligava nenhuma simplesmente e conseguia bons retratos graças ao facto de ser uma camera inconspícua. Com a X-T1 perde-se um bocado essa vantagem. O corpo da camera é pouco maior que a X100s, mas mesmo a mais pequena das objectivas é maior que a que vem acoplada na X100s. De qualquer forma, este sistema mirrorless é MUITO mais pequeno que qualquer sistema de DLSR, sobretudo se compararmos com as full-frames.

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2 – Controlos manuais físicos

Poder controlar todas as funcionalidades essenciais (ISO, exposição, compensação de exposição e abertura) sem ter de entrar num menu digital da camera é uma grande vantagem. Quando ligamos a camera já sabemos inclusive quais os parâmetros que temos para cada valor.

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3 – Visor electrónico

Para quem veio dos visores ópticos das DSLR esperava uma difícil adaptação. Estava bem enganado. Quando comprei a X100s, que tem os dois tipos de visores, pensava que ia apenas usar o óptico, mas o que é certo é que me fui deixando conquistar pelo electrónico. Com a X-T1 fiquei completamente rendido. Este visor é elogiado em todas as reviews. Junto-me ao coro sem hesitações. É enorme, é luminoso, é nítido. Já não consigo ver-me a usar outra coisa. Ter a possibilidade de ver como a foto vai ficar antes mesmo de disparar é realmente muito útil. Outra vantagem é fotografar à noite, já que com um visor ótico basicamente não se vê quase nada, e com o electrónico parece de dia! Fantástico.

4 – LCD retráctil

Nunca foi uma característica essencial para mim, mas de facto dá imenso jeito para fotografar rente ao chão ou em plano picado. O da X-T1 é de uma construção impecável.

5 – Film simulation

Poder dar um estilo predefinido às fotografias é uma grande mais-valia. Habitualmente fotografo em Provia, que é o tipo standard, mas para paisagens há o Velvia (cores mais saturadas), o Astia (mais soft, para retratos), o preto e branco, entre outros. A X-T1 é a primeira camera a ter o tipo Classic Chrome, que tenta imitar um estilo mais vintage, com pouca saturação e um contraste muito interessante.

6 – Os jpegs

Sempre fotografei em RAW nas DSLR. Era imprescindível editar os ficheiros posteriormente em edição, mas os jpegs das Fuji são notoriamente imaculados, com as famosas “cores Fuji”, graças às décadas de experiência da empresa neste ramo. Com a X-T1 disparo apenas em jpeg. Os ficheiros finais têm uma qualidade impressionante. Não ter de editar centenas de fotos é uma libertação imensa. O tempo que poupo na edição, posso gastá-lo a fotografar, e essa é a essência da fotografia em si.

7 – As objectivas

Ao contrário de outros sistemas semelhantes, o da Fuji tem um leque extenso de objectivas, a maioria elogiadas pela crítica. Todas têm uma construção sólida e quase todas são bastante luminosas. O meu kit de eleição seria a 10-24mm, a 35mm e a 56mm.

8 – Qualidade de imagem com pouca luz / ISO elevado

Esta é uma GRANDE vantagem do sistema X, para mim a mais importante de todas. Mesmo um ISO de 6400 produz resultados brilhantes. É difícil não ficar impressionado com a performance da X-T1 no terreno. O momento em que me rendi foi quando tirei esta foto

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Sem tripé! O estabilizador da objectiva (neste caso a 18-55 2.4-4) permite fazer exposições de praticamente um segundo sem tripé. Há dois anos atrás chamaria maluco a quem mo garantisse…

 

Algumas desvantagens:

O preço. 1000€ nunca é barato para uma camera. Apesar de tudo, é um preço melhor que o da concorrência

A bateria. Dura uma tarde (cerca de 350 disparos). No entanto, as baterias de marca branca custam menos de 20€.

Video. Inferior comparado com a concorrência. Para mim não significa muito, já que pouco uso lhe dou.

A função Wi-fi. A sua existência é uma mais-valia, mas usá-la  é  (era) demasiado complexo e encrava mais do que o desejável.

Nota: não fui pago por ninguém para escrever este texto. Trata-se da minha opinião pessoal apenas.

Mais algumas fotos com a X-T1

  FUJI2475 FUJI2449 FUJI2442 FUJI2427a FUJI2415 FUJI2049  FUJI1983 FUJI1950 FUJI1867  FUJI1433 FUJI1407a FUJI0179 DSCF0057 FUJI1388 FUJI3147FUJI1852a


Comentários (27)

  1. Anónimo

    Um fotografo que não gosta de andar com material e ter consigo aquilo que é necessário para criar fotografias, deixa-me um bocado na dúvida quanto ao amor que sente pela fotografia. Fotografar é mesmo isso: levar material, subir serras às 4.00 da manhã para registar o inicio de um belo dia, é ir para uma praia fotografar um pôr de sol, colocar um filtro de ND, um polarizador, ajustar um tripé e claro, editar fotografias. Isso é gostar de viver o momento de criar algo, seja no campo ou na edição. Ter preguiça e optar por máquinas de bolso e dizer que isso é redescobrir a paixão pela fotografia, é no mímino ridiculo. Mas respeito a opinião, claro. Só não digam que isso é gostar de fotografia. Cumprimentos.

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    • Gabriel

      Boa tarde caro… desculpe não sei o seu nome. A fotografia é muito abrangente e abarca todo o tipo de fotógrafos, gostos e opiniões. Há espaço para fotógrafos como o senhor e para outros que pensam de forma diferente. Um dos fotógrafos mais conhecidos de sempre, Henri Cartier-Bresson, que certamente conhece, fotografava apenas com uma pequena câmara e pequena objectiva. Dizia ele: “I like the smallest camera possible, not those huge reflex cameras with all sorts of gadgets”. Mas enfim, a visão dele talvez fosse um pouco ridícula, por isso se deu tão mal na vida. Obrigado pela sua visita. Gabriel

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  2. Ícaro Guimarães

    Parabéns pelo relato, amigo.
    Estou estudando bastante a compra de uma Fuji, eu utilizo muitas vezes por hobbie, mas recentemente minha fotografia vem ganhando espaço entre os profissionais, e acredito que o estilo que eu fotografo e a fuji casam perfeitamente.

    Outra questão, utilizamos o mesmo tema de wordpress, ahah. um abraço!

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  3. Anónimo

    Meus parabéns Gabriel gostei muito dá sua publicação muito útil pra quem tá começando na fuji pois este mês eu comprei a Xt1 e cada dia conheço mais desta linda Câmera!

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  4. Jannine Macedo

    Nossa obrigada pela iniciativa de fazer esse post!!
    Tenho uma DSLR da Canon e nesse ano de 2017 quero troca-la por uma FF, mas ouvi falar sobre a XT-1 da Fujifilm e fiquei encantada mais com medo!
    Depois de ler seu post estou mais tranquila, e acho que será de fujifilm mesmo apesar de agora ter saído a XT-2 , trabalho com casamentos e o peso dos equipamentos tem me rendido dores na coluna, e sendo esta mais leve já é ótimo!! rsrs

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  5. Helena Donas

    Adorei o seu post, pois já vendi tudo o que tinha da CAnon e vem a caminho uma xt1 e estou cheia de receios, mas pareceu-me que afinal não é assim tão complicado. Obrigada

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  6. Luis Seco

    Olá, Gabriel. Percurso muito parecido com o meu. Tive várias compactas porque fazia, essencialmente, fotografia em viagem. Depois decidi comprar uma Nikon D7000 com a objectiva versátil 18-105, que levava em viagem com uma 35mm 1.8. A pesada 70-200 2.8 da Sigma ficava sempre em casa porque não me apetecia carregá-la às costas dias inteiros. Quando me comecei a questionar-me demasiado se queria carregar a DSLR ou sair com uma pequena Canon S90 decidi desistir, vendi a Nikon e comprei a Fuji X-T1 com a 18-55. Comprei também, mais tarde, a 18-135, que é excelente para viajar e “weather resistant” (só me falta a 35mm para tirar mais fotos quando há pouca luz). Resultado: retomei a minha paixão por fotografia e já não preciso fazer tanta “ginástica” com a bagagem de mão, já que antigamente a mochila com o equipamento já me contava para este efeito nas companhias lowcost. Boas viagens e boas fotos. Abraços.

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    • Gabriel

      Viva Luís
      Tem sido o percurso natural de muitos fotógrafos de facto. As duas objectivas que usa são ideais para viagem. Entretanto também tenho uma 35mm e é a que mais uso.
      Boas fotos e boas viagens!

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  7. Elsa Figueiredo

    Adorei sua descrição.
    Sintetizou a minha opinião.
    Também eu fotografava em Raw e agora com as Fujifilm só fotografo em Jpeg, pois também não gosto nada de fazer edição de fotos.
    Comprei a Fujifilm X20, para fotografar na rua e gostei tanto dela que me desfiz duma Nikon D7000 , 18-200, para comprar XT-1.
    Acabei de inaugurar a minha 1ª exposição de fotografia a preto e branco, realizadas com a X20, e ficaram muito bem.
    Sei que o sensor da X20 é inferior ao da X100s, mas a lente 18-123 é mais versátil. Gostava de saber a sua opinião.
    Em relação à XT-1 tenho ainda a dificuldade de adaptação do visor, no entanto gosto muito da sua prestação. Talvez porque ainda não actualizei o Firmware também sinto diferença no autofocus.
    Grata

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    • Gabriel

      Viva Elsa!
      Tem algum site para ver as fotos? Fiquei com curiosidade.
      Quanto à X20 e a X100, é de facto uma questão de preferência pessoal e para o tipo de fotografia que quer fazer. É verdade que uma X100 não tem a versatilidade de uma X20, mas também é verdade que há muitos fotógrafos (eu a certa altura) que não se importam de “ser obrigados” a apenas uma distância focal, já que nos faz crescer como fotógrafos e nos torna menos “preguiçosos”. O ideal mesmo é ter os dois sistemas e usar consoante o caso.
      Um abraço

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      • Elsa Figueiredo

        Boa noite, Gabriel
        Não tenho site, tenho um trabalho, num site colectivo, http://fstop.foto-nature.com/fragmentos-elsa-figueiredo/ , com fotos da NikonD3100, D7000 e X20 (só a foto central).
        Tenho uma página recente no facebook, e portanto com muito poucas fotos, Elsa Figueiredo – Fotografia, onde tem a apresentação da minha Exposição, e no album Moinho de Maré de Corroios, tem fotos da XT1 e da X20.
        As fotos da Exposição ainda não as divulguem na net, quero preservá-las.
        Terei muito gosto recebê-lo caso queira vir até Birraria Galeria em Cacilhas.
        Um abraço

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  8. Paulo Azevedo

    Caro Gabriel, se gosta tanto desse sistema talvez devesse dar uma oportunidade à mais recentes full-frame da Sony (A7, A7r, etc …).

    Leves e compactas e a preços bem acessíveis se compararmos com as rivais da Canon e Nikon. Certamente que as lentes serão um pouco maiores que as da Fuji, pois não há como contornar os limites físicos: o sensor é substancialmente maior.

    Caso o full-frame não seja factor de decisão, a Sony A6000 é uma excelente e compacta aposta.

    Continuação de boas fotos 🙂

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  9. Esdras

    Ah, e sempre é bom ver fotos de Portugal. Estive aí ano passado e estarei de novo esse ano. Sempre rende ótimas fotos!

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  10. Esdras

    Apesar de não ter nenhuma das câmeras citadas (tenho uma X-E1), vi o link para seu blog na comunidade Fuji X Brasil do Facebook e gostei de ler sobre sua trajetória e ver suas ótimas fotos. Parabéns 🙂

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    • Gabriel

      O que eu preferia mesmo era as duas… A X-T1 para trabalhos mais profissionais e pela versatilidade e a X100 para viagens sem grandes obrigações e chatices. Conhecendo as tuas preferências, sem dúvida que sugiro a X100. É tremenda para viajar leve, sem complicações de trocar de lentes e, sobretudo, por passar tão despercebida.

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