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10 livros de viagem que todos deviam ler


O título deste texto devia ser qualquer coisa como “Dez livros sobre viagens (ou que tenham como tema central A Viagem) de autores estrangeiros que li nos últimos anos e que recomendo”. Convenhamos que não é prático e apelativo, por isso optei por uma alternativa mais prática: 10 livros de viagem que todos deviam ler. E deviam mesmo lê-los.

Se há livros que me enchem as medidas são os classificados como literatura de viagem. A literatura de viagem não se refere apenas à narração de uma determinada jornada de um ponto A a um ponto B, ou ao relato de uma viagem que alguém fez em país X ou região Y, muito menos a meros guias de viagem. A ideia simplista, muitas vezes a roçar o preconceito, de que literatura de viagens é apenas isso já me fez passar por alguns momentos caricatos.

Mais do que uma vez fui a antiquários ou a alfarrabistas e, ao olhar para enormes e desarrumadas torres de livros no chão, perguntar se têm alguma coisa de literatura de viagem e a resposta ser um rotundo “não, não tenho nada disso”. Antevendo o que aí vinha, ignorei e comecei a vasculhar as pilhas de livros amontoados à procura de alguma coisa que me interessasse. O que é certo é que encontro sempre obras que me interessam e que, de uma forma ou de outra, centram-se no tema da viagem.

O leque de autores que escrevem sobre viagens é tão grande que seria exaustivo enumerar aqui, mas basta-me falar de alguns autores clássicos para percebermos que a literatura de viagem é muito mais profícua do que se poderá pensar. Nomes como Eça (O Egipto), Saramago (Viagem a Portugal), Garrett (Viagens na Minha Terra) ou Brandão (As Ilhas Desconhecidas) são alguns exemplos de autores que se encontram em quase todas as livrarias e alfarrabistas. Sem falar de grandes viajantes como Fernão Mendes Pinto ou Venceslau de Morais.

“Ah, podia ter dito que procurava isso. Pensei que queria guias de viagem”, respondem-me os alfarrabistas…

Não, literatura de viagem não são guias de viagem. Até podem ser simples diários do que alguém viveu em determinado lugar e em determinada data – tenho vários na minha estante – mas inclui também outros registos, como ensaio, reportagem, biografia ou até reflexão filosófica.

Um bom livro de viagem não é apenas uma descrição exaustiva de um jornada, ou somente uma dissertação de como vive um determinado povo, ou simples considerações do autor acerca da política de um país. É antes o casamento perfeito entre essas e outras componentes. A presença do autor na narrativa é importante, no entanto, considero que é essencial uma forte carga informativa, de modo a aprender algo com a leitura – a história de um país, de um povo, de um caminho…

Em suma, um bom livro de viagem implica aprendermos algo (os factos), sentirmos algo (as emoções do autor) e nos distraímos (com a história), como que uma simbiose de três géneros distintos: reportagem, biografia e romance. É a existência deste tridente que separa um mero (e olvidável) diário de viagem de um inesquecível livro de viagens.

Esta é a minha escolha de dez livros de viagem, bastante diferentes entre si, que preenchem estes “requisitos” e que considero de leitura obrigatória para os amantes deste género de literatura.


Anatomia da Errância

de Bruce Chatwin

Um dos mais proeminentes escritores ingleses do século XX, Chatwin vem aumentando ano após ano o seu estatuto de autor de culto. Morreu em 1989, ainda novo, com apenas 48 anos, mas teve uma fulgurante carreira literária, que incluiu o seu mais célebre livro, o famosíssimo Na Patagónia, uma obra com presença assídua nos tops dos melhores livros de viagem alguma vez escritos. Está ali a olhar para mim, do alto da prateleira da minha sala, mas ainda não o li. Talvez adie a sua leitura para me ir lembrando que há sempre grandes livros ainda por ler; ou talvez porque idealizo que os clássicos devem ser lidos na altura certa, no sítio certo; talvez porque por vezes ambicionamos guardar um livro sobre um determinado sítio para quando planearmos uma viagem a esse sítio. Talvez as três razões…

Enquanto não me dedico a Na Patagónia, tenho descoberto outros textos de Chatwin. Primeiro o O Que Faço Eu Aqui?, depois este Anatomia de uma Errância. Os dois fogem à noção clássica de livro de viagem, sendo mais um conjunto de ensaios, opiniões e pequenos fragmentos sobre a vida de Chatwin contadas na primeira pessoa, muitas vezes resvalando para uma profunda reflexão sobre a própria existência humana. Anatomia da Errância, publicado postumamente, tem esse registo muito pessoal. Abarcando vinte anos da vida do escritor – uma vida atribulada, recheada de peripécias e conflitos internos (Chatwin era casado e bissexual e foi uma das primeiras figuras públicas a contrair o vírus do HIV) – o livro reúne dezenas de pequenas histórias da sua vida e uma permanente apologia à vida nómada.

Todos temos adrenalina. Não podemos eliminá-la do nosso sistema e rezar para que se evapore. Privados do perigo, inventamos inimigos artificiais, doenças psicossomáticas, cobradores de impostos e, pior do que tudo, nós próprios, se ficarmos sós no quarto. A adrenalina é o nosso subsídio de viagem. Também podemos despendê-la de maneira inofensiva. Nesse aspecto, as viagens aéreas são animadoras mas, como espécie, somos terrestres. O homem caminhou e nadou muito antes de andar de carro ou de avião. As nossas possibilidades humanas realizam-se melhor na terra ou no mar. O pobre do Ícaro despenhou-se. A coisa melhor é caminhar

Bruce Chatwin

Comboio fantasma para o Oriente

de Paul Theroux

Talvez o melhor livro de Paul Theroux, um dos mais aclamados escritores de viagem da atualidade. O Comboio Fantasma para o Oriente narra a recriação “fantasma” que o autor fez de uma viagem nos anos setenta, durante quatro meses, em que havia viajado de comboio pela Europa e Ásia. Agora, passados 30 anos, já no século XXI, o americano tentou replicar o mesmo percurso épico, ligando a Inglaterra ao Extremo Oriente, regressando depois via transsiberiano.

O seu primeiro livro sobre este itinerário (O Grande Bazar Ferroviário) foi um retumbante sucesso; o segundo passou mais despercebido, mas prefiro este em relação àquele. O Theroux de O Comboio Fantasma para Oriente é muito diferente do Theroux dos anos 70. É agora mais curioso, maduro e culto. O resultado é uma obra que alia de forma perfeita a reportagem ao testemunho pessoal (por vezes bastante íntimo), para além de uma admirável bibliografia presente ao longo do livro e de uma sublime capacidade de autocrítica.

As pessoas consideram os viajantes ousados, mas o nosso segredo culposo é que a viagem é um dos modos mais indolentes de passar o tempo. A viagem não é meramente uma questão de ociosidade, mas também uma evasão complexa de errância que nos permite chamar a atenção para nós mesmos com a nossa conspícua ausência enquanto nos intrometemos na privacidade de outras pessoas – sendo ativamente desagradáveis enquanto parasitas fugazes. O viajante é o tipo mais ganancioso de voyeur romântico, e nalgum ponto bem escondido da sua personalidade existe um nódulo indetetável de vaidade, presunção e mitomania que roça o patológico

Paul Theroux

Europe, An Intimate Journey

de Jan Morris

Este foi provavelmente o primeiro livro de viagens que li. Acompanhou-me no meu primeiro interrail, dando-me um enquadramento histórico sobre cada país que ia atravessando. Jan Morris, de 91 anos, por muitos considerada a última escritora da “velha guarda” da literatura de viagem ainda viva, compila nesta obra cinco décadas de exploração da Europa.

A galesa dá-nos um retrato país a país, num papel que é mais de historiadora do que de escritora de viagem. Aliás, as suas obras mais conhecidas, como a trilogia The Pax Britannica, têm esse registo mais ligado à História, e mesmo os seus livros considerados de viagem, como Trieste and the Meaning of Nowhere ou Veneza, focam-se sempre muito na História do local e na influência que esse passado tem na atualidade. Assim é Europe, que li em inglês por não existir versão traduzida em português (que eu saiba). Um livro fascinante sobre a confusão étnica e cultural que a Europa foi, é, e será sempre.

The Portuguese in general seem to have put Powerhood behind them, and adjust their temperament to the times. Their frontiers have remain virtually unchanged since 1139. They got rid of their last dictator in 1970, they had their revolution in 1974, and they are now the most tranquil of the Europeans. Peace and quiet is the thing in modern Portugal (…) They are conquerors no more, Their smiles are kind but vestigial. Their waves of the hand are solemn. Their courtesy is reserved, and especially in the countryside it takes application to amuse them into riposte or badinage

Jan Morris

Istanbul, Memórias de uma Cidade

de Orphan Pamuk

Foi o único livro que levei na mochila quando no início deste ano decidi viajar até Istanbul de comboio a partir de Lisboa. Orphan Pamuk tornou-se conhecido mundialmente quando venceu o Nobel em 2006 e em Portugal há várias traduções no mercado, a maioria romances. Este livro dedicado à sua terra natal é um dos menos conhecidos. Mal, já que é um testemunho magistral da vida de Pamuk e da cidade onde cresceu e onde ainda vive.

São inúmeros os livros sobre um determinado sítio escritos por quem lá passou ou viveu algum tempo, mas nenhum retrato de um cidade ou país é tão fiel quanto aquele dado por alguém que lá nasceu e sempre viveu, uma visão sem filtro que nos ajuda a compreender melhor esse sítio. É o que Pamuk faz neste livro que, ao longo de 37 capítulos bem definidos, inclui tópicos como “Eu”, “Explorando o Bósforo”, “A minha avó” ou “Os ricos”, numa escrita clara e carregada de emoção. Um livro obrigatório para quem quer saber mais sobre Istanbul.

Gosto de contemplar essa luz sem rival quando, nos anoiteceres estivais, o Bósforo mistura o avermelhamento do céu com o próprio mistério da sua penumbra, Gosto de ver mudanças de cor da água que corre desenfreada, a espumar, e que arrasta, demente, o empecilho das barracas. E agora, espantado, olho com prazer para outro sítio, a dois passos dali, em que a água muda de matiz marulhando pesadamente, como no tanque de nenúfares de Monet

Orphan Pamuk

It’s What I Do

de Lynsey Addario

Um exemplo de um livro que à primeira vista não se enquadra na literatura de viagem. Escrito pela fotojornalista americana de origem italiana Lynsey Addario, It’s What I Do (É Isto que Eu Faço na versão portuguesa da editora Marcador) alia de forma inteligente a reportagem, a biografia e o relato de viagem. Tem um tom claramente jornalístico mas é também o livro desta lista com mais “eu” da parte do narrador, neste caso narradora – uma escrita muito íntima, por vezes comovente, em que Lynsey não tem pudor em expor a sua vulnerabilidade numa narrativa muitas vezes chocante.

O enredo é digno de Hollywood (aliás, está-se a preparar um filme sobre a vida de Lynsey), com histórias impressionantes em vários cenários de guerra, como no Afeganistão, no Iraque, no Sudão ou na Líbia. A que mais me marcou foi precisamente na Líbia, onde Lynsey foi raptada e mantida em cativeiro durante vários penosos dias. Outro capítulo extraordinário é quando a jornalista descreve a sua experiência enquanto fotógrafa num mundo maioritariamente masculino e como conseguiu fazer a difícil gestão entre a vida familiar e a profissional. Um livro cativante, emocionante mesmo, que me desarmou constantemente e que faço questão de guardar na minha secção de livros que quero voltar a ler.

As a war correspondent and a mother, i’ve learned to live in two different realities. It’s not always easy to make the transition from a beautiful London park filled with children to a war zone, but it’s my choice. I choose to live in peace and witness war – to experience the worst in people but to remember the beauty

Lynsey Addario

A Arte da Viagem

de Paul Theroux

Um repetente nesta lista, Paul Theroux escreveu dezenas de livros de ficção e não ficção na sua já longa carreira. A Arte da Viagem foi publicado em 2011 com o título original The Tao of Travel e é diferente de todos os outros. É, como descrito na sua contracapa, “um manual de viagem literário, um guia filosófico, uma antologia de grandes autores que viajaram, entre eles Theroux”.

Após meio século de viagens, o escritor americano deixa de lado o habitual relato diarístico das suas viagens e reúne neste calhamaço uma autêntica enciclopédia sobre a arte da viagem, inspirando-se (e permanentemente citando) nos maiores viajantes da História. Exemplos de capítulos: “Os Prazeres dos Caminhos de Ferro”, “Viajantes Sobre os Seus Próprios Livros”, “As Coisas que Eles Levaram” e “Cinco Epifanias da Viagem”. Um livro simplesmente indispensável para qualquer viajante.

A conversa, à semelhança de muitas outras que tinha tido com pessoas nos comboios, beneficiava de uma candura fácil proveniente da viagem partilhada, do conforto do vagão-restaurante e de sabermos ao certo que nenhum de nós voltaria a ver o outro

Paul Theroux

Inverno no Próximo Oriente

de Annemarie Schwarzenbach

Só descobri este livro depois de regressar da minha viagem de comboio a Istanbul e tive pena de o não ter levado comigo naquela altura.

Annemarie Schwarzenbach, jornalista, arqueóloga e escritora suíça, partiu rumo à cidade turca, também por via ferroviária, em 1933, com 25 anos. No primeiro capítulo descreve detalhadamente a antiga Constantinopla, através de uma escrita bastante descritiva (para alguns leitores provavelmente demasiado descritiva), mas mais interessante ainda é o relato que faz dos países que explorou depois: Síria, Palestina, Iraque e Irão, uma expedição que empreendeu para fugir tanto da Alemanha nazi que surgia como dos seus problemas pessoais. Como Chatwin, Schwarzenbach morreu nova, com apenas 34 anos; como Chatwin, tem sido uma estrela em ascensão nas últimas décadas. Há algo de fascinante nos artistas promissores que morrem cedo de mais. Ou será que só foram considerados promissores porque morrem cedo de mais?

Um muezim cantava de um dos minaretes resplandecentes de brancura. A sua voz ressoou queixosamente, planou descendo devagar, desvaneceu-se quando o muezim se virou para o outro lado da torre. Em frente, por cima da Gálata e de Beyoglu, subia uma ligeira bruma que velava os blocos de casas. Do outro lado, uma pequena brisa tornava o ar transparente e fresco. Víamos, em baixo, as cúpulas de chumbo dos antigos refeitórios populares do califa, a rua estreita onde os ferreiros tinham instalado sob as arcadas as suas sumárias oficinas

Annemarie Schwarzenbach

Disse-me um Adivinho

de Tiziano Ternazi

Li este livro quando fui ao Sudoeste Asiático em 2010. Disse-me um Adivinho narra a viagem que este repórter italiano fez ao Extremo Oriente, em 1993. O título deve-se ao facto do autor ter decidido viajar naquele ano sem andar de avião, porque um adivinho o alertou que poderia morrer num desastre de aviação. Por causa disso identifiquei-me de imediato com o livro, não que a minha antipatia a andar de avião tenha sido obra de um vidente…

Com uma escrita em tom de reportagem, muitas vezes humorística, Tiziano relata as suas peripécias com argúcia, ao mesmo tempo que traça em linhas gerais aspectos históricos de cada país que percorre.

Foi uma excelente decisão e o ano de 1993 acabou por ser um dos mais extraordinários que vivi. Era para ter morrido e afinal renasci. Aquilo que parecia ser uma maldição revelou-se uma verdadeira bênção. Deslocando-me entre a Ásia e a Europa de comboio, de barco, de automóvel, por vezes até a pé, o ritmo dos meus dias mudou por completo, as distâncias readquiriram o seu valor e reencontrei na viagem o velho sabor da descoberta da aventura

Tiziano Ternazi

A Arte de Viajar

de Alain de Botton

Amado por uns, que o consideram um dos grandes pensadores do nosso tempo, odiado por outros, que o veem como uma espécie de guru de autoajuda, Alain de Botton já escreveu sobre temas como o amor, a felicidade e a religião. Neste livro aborda o tema da viagem. Não li nenhum dos anteriores, mas gostei deste A Arte de Viajar, um ensaio sobre os prazeres e das desilusões na viagem.

Com uma escrita clara mas erudita, Botton aborda a temática da viagem da partida à chegada, da antecipação à contemplação, auxiliando-se nas obras de artistas e pensadores como Flaubert, Baudelaire ou Van Gogh para alicerçar as suas ideias.

As viagens são as comadres do pensamento. Poucos lugares induzem mais intensamente à conversa interior do que um avião, um barco ou um comboio em andamento. Entre aquilo que temos diante dos nossos olhos e os pensamentos que nos podem passar pela cabeça, estabelece-se uma relação peculiar, fazendo ,por vezes, com que os grandes pensamentos reclamem grandes vistas, e os pensamentos novos, novos lugares!

Alain de Botton

The Idle Traveller

de Dan Kieran

“Hey man, slow down” (música de Radiohead) é a primeira frase deste livro do inglês Dan Kieran, que tem como tema central a arte do slow travel. O autor, criador da revista “ociosa” The Idler, faz aqui também uma apologia à ociosidade, à contemplação e à celebração da viagem como uma jornada interior mais do que tudo. Li o livro como Kieran apregoa: vagarosamente, e diverti-me a descobrir as suas regras sagradas no ato de viajar, como “Perca a cabeça”, “Aceite o desastre” e até “Fique em casa”. Um livro cheio de humor, para ler em qualquer viagem, com muita calma, nem que seja a caminho de um stressante dia no escritório.

Slow travel has been drifting in and out of fashion for a decade, almost always pegged to some kind of environmental press release. This is something I find rather strange. I do consider myself to be respectful to planet Earth – I recicle and try not to waste water – but the real reason I travel the way I do is simply that it’s more interesting and fun. What’s more, if I’m not travelling slowly, I feel I’m not travelling at all

Dan Kieran

Outras sugestões:

 

Uma Viagem pela Europa de Leste, Gabriel García Márquez

Travels, Paul Bowles

Made in America, Bill Bryson

Time of Gifts, Patrick Leigh Fermor

Viagens e Outras Viagens, Antonio Tabucchi

Último Comboio para a Zona Verde, Paul Theroux

Lost in Japan, Alex Kerr

Um Diário Russo, John Steinbeck


E os autores portugueses que escrevem sobre viagens?

Não me esqueci deles. Aliás, são muitos e são bons. Tantos que a minha escolha terá de ficar para um próximo post. De qualquer forma deixo uma lista de alguns escritores e jornalistas contemporâneos que tenho lido. Inclui alguns bem conhecidos do público em geral e outros talentos emergentes que têm escrito sobre as suas viagens.

Alexandra Lucas Coelho
Afonso Cruz
Gonçalo Cadilhe
José Luís Peixoto
Jorge Vassalo
Luís Brito
Mateus Brandão
Paulo Moura
Paulo Varela Gomes
Raquel Ochoa
Sandra Barão Nobre
Tiago Salazar

Em breve escreverei sobre os meus livros favoritos de autores portugueses. Até lá, boas leituras.


Nota 1: os links nos títulos dos livros encaminham para a wook, que é o site onde habitualmente compro livros online. Para livros em inglês (geralmente em segunda mão) costumo usar a Amazon britânica e o Book Depository. Nada melhor, no entanto, do que primeiro folhear os livros à vontade, sentir-lhes o peso, perceber que tipo de papel têm e, acima de tudo, ter um atendimento personalizado que faça sugestões de clássicos imperdíveis ou de novos lançamentos. Prefiro sempre ir à livraria e nenhuma melhor para um apaixonado por livros de viagem do que a Palavra de Viajante (Rua de São Bento, Lisboa). Um aviso: quando lá forem vão com tempo, porque não vão querer de lá sair. A sério. Palavra de viajante…
Nota 2: este post não tem links afiliados nem foi patrocinado por nenhuma empresa

Comentários (9)

  1. Sofia Melo

    ADOREI! Fantástico “post”! Parabéns!!!!Que boas sugestões, também já li muitos deles, outros estão à minha espera há muito tempo, como Tiziano Terzani e Pamuk. Gosto imenso de Tabucchi, de Jan Morris e de Paul Bowles. Fiquei com uma enorme vontade de regressar a uns e de mergulhar sem tempo noutros 🙂 Como forma de agradecimento pelas tuas sugestões, duas minhas: “Teoria da Viagem. Uma poética da Viagem” de Michel Onfray e “Breviário Mediterrânico” de Predrag Matvejevitch. Estou ansiosa pelo “post” dedicado aos portugueses 😉 Boas leituras!

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  2. Pedro Nunes

    Já agora, há um livro que não sendo um típico livro de viagens se calhar merecia ser mencionado nesse espírito “filosófico” de que falas neste post: “As Cidades Invisíveis” (Italo Calvino).
    Fico a aguardar o próximo post sobre autores portugueses. Tenho lá na estante uns quantos, a maior parte deles do Gonçalo Cadilhe.

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    • Gabriel

      Viva Pedro. Tenho na minha “wishlist” as Cidades Invisíveis, tenho mesmo de o ler. Conto consegui-lo baratinho agora na feira do livro. Abraço!

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  3. Anónimo

    Há um também a notável obra de Literatura de Viagem: o Livro “Viagem a Portugal”, de José Saramago. E não esquecer o José Luís Peixoto com a sua viagem “Dentro do Segredo” à Coreia do Norte. São Obrigatórias.

    Boas Viagens!

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